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Bituruna, Paraná: um brinde aos vinhos e à tradição italiana

Descubra Bituruna, a Capital Paranaense do Vinho! Explore vinícolas premiadas, saboreie a autêntica gastronomia italiana, aventure-se em cachoeiras e conheça a maior estátua de Santa Bárbara do mundo.

Bituruna, Paraná: um brinde aos vinhos e à tradição italiana - Imagem 1
Bituruna, Paraná: um brinde aos vinhos e à tradição italiana - Imagem 2
Como Chegar?

Bituruna está localizada a 320 km de Curitiba, na região sul do Paraná. De carro, são mais ou menos cinco horas de viagem, saindo da capital. Os acessos são pelas rodovias BR-277, PR-170 e PR-153. Se você estiver em Guarapuava, por exemplo, são só duas horinhas!

Quantos dias ficar?

Um fim de semana é suficiente pra dar um giro pelas principais vinícolas de Bituruna. A estadia pode ser ampliada se você quiser participar de algum evento, como a Vindima (pisa das uvas), ou a Festa do Vinho.

Qual a melhor época para visitar?

Se você quiser ver os parreirais carregados, vá entre dezembro e fevereiro, até início de março dependendo do ano e como está a colheita. Fora desses meses, a visita é tão proveitosa quanto, mas as videiras não estarão produzindo.

Para quem é indicado?

Famílias, casais, apaixonados por vinho e cultura italiana. Os amantes de vinho vão se surpreender com os Malbecs e Merlots produzidos em Bituruna.

No coração do Centro-Sul do Paraná, Bituruna se revela como o novo destino do enoturismo paranaense. Não se engane pelo garrafão gigante na entrada da cidade, porque hoje não se produz ali apenas o vinho colonial. A tradição italiana se modernizou e as vinícolas já tem vinhos finos como Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot, além de espumantes premiados!

Foi em Guarapuava, em uma das andanças pelo Paraná, que foi apresentada aos vinhos biturunenses. Tomei um Cabernet Sauvignon da Sanber e fiquei muito curiosa pela cidade que fazia um vinho fino tão aromático no Paraná. Em pouco tempo, minha equipe e eu estávamos gravando em Bituruna.

É uma cidade que exala a herança italiana em cada canto, desde a acolhida calorosa de suas famílias até o sabor inconfundível de seus vinhos. Uma experiência que vai muito além da degustação, é um mergulho em tradições que se mantêm vivas e vibrantes, fazendo de Bituruna um ponto imperdível no turismo do Paraná.

Passeio de trator pelos vinhedos de BIturuna - Paraná
Passeio de trator pelos vinhedos de Bituruna, no Paraná.

A cidade é um verdadeiro tesouro para quem busca o enoturismo no Paraná, com suas raízes fincadas na chegada de imigrantes italianos do Rio Grande do Sul por volta de 1924. São essas famílias que, geração após geração, cultivam a paixão pela vitivinicultura, transformando Bituruna na Capital Paranaense do Vinho.

Vinhedo antigo
Placa de um vinhedo antigo, em Bituruna.
Decoração feita com garrafas de vinho.
Decoração feita com garrafas de vinho, em Bituruna, Paraná.

O que Fazer em Bituruna: Rota do Vinho, Gastronomia e Cultura Italiana

O grande destaque turístico de Bituruna é, sem dúvida, a Rota do Vinho, que conta com diversas vinícolas que oferecem experiências únicas. Mas a cidade vai além, com sua gastronomia típica e a preservação de uma cultura rica e envolvente, ideal para quem busca o que fazer em Bituruna.

Enoturismo de Experiência: Vinícolas que Contam Histórias e Sabores

Bituruna tem 5 vinícolas: as principais são a Dell Monte, a Sanber, a Bertoletti e a Di Sandi. A Tenuta Lopedotte tem uma produção mais pontual e de eventos.

Um dos destaques é uma variedade especial de uva: a casca dura. Nascida de uma mistura de uvas, a casca dura se adaptou tão bem à região, que em 2022, o vinho dessa uva recebeu o selo de indicação geográfica, com apoio do Sebrae. É um vinho branco, dourado, com reflexos brilhantes e um aroma frutado que lembra goiaba e maracujá. Sua adaptação perfeita ao solo e clima da região faz com que seja única, diferente de qualquer outra casca dura produzida no país.

Bituruna, capital do vinho do Paraná
Garrafão na entrada de Bituruna, capital paranaense do vinho.

Vinícola Dell Monte: tradição que dura gerações no cultivo da uva

Quando visitei a vinícola e conversei com Deonilson, fiquei encantada com a história do local. São cerca de 10 hectares de parreirais, alguns com mais de 60 anos. A família Sandi, mantém viva a paixão pelo cultivo da uva, que começou com o avô de Deonilson.

A vinícola produz 9 tipos de vinhos, sucos e espumantes. O casca dura é oferecido nas versões seco e demi-sec, e o espumante moscatel é um destaque. O bom papo e a acolhida calorosa são parte integrante da experiência, fazendo com que os turistas se sintam em casa, reforçando o turismo rural em Bituruna.

Vinícola Sanber: um novo olhar para a enologia familiar do Paraná.

A Sanber nasceu da união de duas famílias de origem italiana de Bituruna: os Sandi e os Bertoletti. Hoje a gestora da vinícola é Micheli Bertoletti, bisneta do imigrante italiano que começou a planar uvas na propriedade. Michele se formou em enologia no Rio Grande de Sul e trouxe um novo olhar para a vinícola: vinhos finos, nobres e experiências completas de enoturismo.

A Sanber cultiva as uvas Bordô, Niágara e Cascadura, e as finas Merlot, Malbec e Cabernet Sauvignon. Eu estive lá no inverno, quando os parreirais estavam em dormência. Mesmo assim, o passeio de trator pela propriedade foi incrível! As uvas estão cercadas de mata nativa, repleta de Araucárias (árvore típica do Paraná), o que ajuda a dar ainda mais qualidade a fruta.

Pra se ter uma ideia, o Malbec de guarda, uma edição especial da Sanber, recebeu premiações nacionais, sendo eleito um dos 10 melhores Malbecs do Brasil.

A visita com degustação pode ser agendada neste link: experiências na Vinícola Sanber.

Michele Bertolletit
Michele Bertoletto Rosso, me apresentando os vinhos da casa.

Museu Casa Sanber: a história dos imigrantes italianos ainda viva

Um dos pontos altos da Vinícola Sanber é a visita à casa de 1940, hoje transformada em museu, que preserva a história da família e do processo artesanal de produção de vinho. Objetos originais, como o antigo fogão a lenha e as louças, nos transportam para o passado, mostrando como era a vida dos primeiros imigrantes. O café, servido para pequenos grupos com agendamento, é uma verdadeira viagem no tempo, com sabores que remetem ao “café de vó“, uma experiência imperdível em Bituruna.

Outro destaque é o Malbec, um vinho encorpado e de guarda, que já recebeu premiações nacionais, sendo eleito um dos 10 melhores Malbecs do Brasil. É um orgulho para a cidade, com notas de frutas negras maduras e um toque de café, consolidando a qualidade dos vinhos de Bituruna.

Café servido na vinícola
O capricho do café servido na Vinícola Sanber, em Bituruna.

Vinícola Bertoletti: vinho com sabor de história

Na Bertoletti, o sucessor também foi buscar o curso de enologia no estado gaúcho. A história por aqui começou em 1930 e perdura até hoje. A vinícola oferece desde suco de uva, cachaça até vinhos de mesa e vinhos finos como Chardonnay, Tannat, Sauvignon Blanc e Ancellotta.

Vinícola Di Sandi: jovem e tradicional

Fundada em 2002, é o resultado de uma paixão pela vitivinicultura herdada de antepassados italianos que se estabeleceram em Bituruna em 1933. Os parreirais ficam em uma região montanhosa, a 1.000 metros de altitude.

Vinícola Tenuta Lopedote: inovação e vinhos de altitude

A mais jovem das vinícolas de Bituruna carrega o legado de um patriarca italiano e o sonho de produzir vinhos de alta qualidade. Localizada a cerca de 14 km do centro, em uma área de 1200 metros de altitude, a vinícola aposta nos vinhos de altitude, com variedades como Petit Verdot, Marselan e Montepulciano, além de uvas comuns. A ideia é uma vinícola boutique, com um pequeno bistrô, o Osteria Della Campagna e ainda uma hospedagem no estilo Airbnb, a Casa Toscana no Brasil.

A Casa Toscana, da Vinícola Tenuta Lopedotte

Gastronomia Italiana: Sabores da Tradição em Bituruna

Às vezes, eu me pego com vontade de ir até Bituruna só pra comer as massas do Empório Sabor Italiano. Sério! A culinária de Bituruna é um convite à mesa farta e saborosa da tradição italiana. Se você está de passagem ou não tem tempo de visitar as vinícolas, no Empório você come, saboreia os vinhos locais e ainda pode levar produtos pra casa, já que eles tem uma loja com vinhos de toda a cidade.

O almoço ou jantar é à vontade. Você escolhe 4 tipos de massas e 2 tipos de carnes. Os mais pedidos incluem espaguete ao sugo, tortéi de abóbora, lasanha de frango e rondelli quatro queijos. Os acompanhamentos, como frango à passarinho, tilápia, linguiça colonial, polenta, salada e queijinho frito completam a experiência, que, não se engane, é de voltar rolando pro hotel!

Natureza e Aventura: Cachoeiras e Pesca Esportiva

Bituruna não é só vinho! A zona rural da cidade também suas belezas naturais. Uma delas é a Cachoeira do Seu Santo Machola, com mais de 40 metros de altura. O acesso é gratuito, bastando pedir a chave do portão na propriedade. Uma trilha fácil de cerca de 800 metros leva até a base do salto, um convite irrecusável para se refrescar no verão.

Para os amantes da pesca esportiva, a Represa Foz do Areia, banhada pela Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, é o local ideal. A área de lazer é um espaço público com gramado, churrasqueiras e uma pequena estrutura para passar o dia ou acampar. Mesmo em manhãs geladas, como a que experimentei, a pesca de dourados é uma aventura emocionante, com paisagens que parecem saídas de um filme.

Cachoeira que deságua na represa de Foz do Areia

Fé e devoção: a maior estátua de Santa Bárbara do mundo

Praticamente de qualquer ponto da cidade, é possível avistar a imponente Estátua de Santa Bárbara, padroeira de Bituruna. Com 38 metros de altura, é a maior estátua do Paraná e a maior imagem de Santa Bárbara em todo o mundo. Construído em 2004, o monumento, com sua escadaria e capela, é um local de visitação para turistas e fiéis, testemunho de uma devoção que perdura por gerações.

Hospedagem e dicas extras

Bituruna pode fer facilmente visitada em um fim de semana, mas para evitar contratempos, entre em contato com as vinícolas pra ver como está a visita e se é preciso agendar.

Aqui fica o link do hotel que eu recomendo em Bituruna: (se você reservar pelo link, eu ganho uma ajudinha do Booking) Hotel Grezelle

E aqui, o site de turismo da prefeitura pra tirar outras dúvidas: Prefeitura de Bituruna.

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