Ilha do Mel: paraíso natural no litoral do Paraná para turismo ecológico e praia
Como Chegar?
O acesso mais prático é pelo trapiche de embarque em Pontal do Paraná, a cerca de 120 km de Curitiba, com uma viagem de barco entre 20 a 30 minutos. Também é possível embarcar em Paranaguá, porém o trajeto dura cerca de uma hora e meia. A travessia é operada pela Abaline, associação local dos barqueiros, que oferece um transporte com segurança e tranquilidade. Só o trajeto até a Ilha, já é uma experiência!
Quantos dias ficar?
Até dá pra fazer um bate-volta, se você estiver visitando Curitiba e não tiver muito tempo. Mas a Ilha tem pousadas muito bacana, por isso recomendo ficar pelo menos 2 dias para aproveitar com calma as praias, trilhas e passeios de barco. Para quem quer se aprofundar na história, natureza e gastronomia, até 3 dias é ideal para explorar os vilarejos, viver experiências e ficar de boa na praia.
Qual a melhor época para visitar?
O destino é agradável durante o ano todo, mas a alta temporada é no verão, quando o clima convida a um mergulho e mais turistas garantem movimentação na ilha. Para quem quer só relaxar, o inverno oferece um cenário mais sossegado, perfeito para explorar as trilhas sem pressa. E em agosto, normalemnte acontece o Festival de Jazz da Ilha, que costuma ser bem movimentado e com vários artistas bacanas.
Para quem é indicado?
Casais, famílias e grupos de amigos que buscam contato com a natureza, turismo ecológico, história e gastronomia local vão encontrar na ilha um cenário perfeito para descanso e aventura. A estrutura turística tem evoluído para atender bem diferentes públicos, incluindo a terceira idade e crianças. Na alta temporada, tem até cadeira anfíbia para pessoas com mobilidade reduzida.
É um dos destinos que eu mais amo no Paraná. Já estive lá inúmeras vezes e a Ilha nunca deixa de me surpreender. Hoje, a ilha tem hospedagens confortáveis que não perdem pra nenhum destino urbano de luxo. Mas eu gosto de reforçar que a Ilha do Mel é uma Unidade de Conservação, com fauna e flora preservadas, que merecem continuar assim. Por isso, quando você for pra Ilha do Mel, lembre-se de deixar o menor impacto possível, respeitar as regras e valorizar o contato intenso com a natureza!
O que fazer na Ilha do Mel?
A ilha é um parque natural com 2.700 hectares de matas de restinga e floresta atlântica. Cqqerca de 90% da área é de proteção integral da fauna e flora, mantendo um ecossistema rico e preservado. A ocupação humana é restrita a 120 hectares, distribuídos em cinco vilarejos: Encantadas, Fortaleza, Nova Brasília, Farol e Praia Grande. Os principais, onde chegam as barcas são Encantadas e Brasília.

Caminhar pelas trilhas que conectam os vilarejos
Se você é muuuuito sedentário, ou de não gosta de caminhar, talvez a Ilha do Mel não seja pra você. Sem carros, a melhor forma de se movimentar é a pé por belas trilhas de areia. Um dos caminhos mais procurados liga Brasília a Encantadas, passando pelo Morro do Sabão e com vistas incríveis do farol da ilha.
Encantadas ou Brasília: como escolher minha base na Ilha do Mel
Brasília pode ser seu vilarejo preferido se você quiser explorar diferentes partes da ilha a pé. Do trapiche, é fácil fazer uma trilha até a praia do Farol (menos de 2 km), conhecer o próprio Farol das Conhcas ou se aventurar pra visitar a Fortaleza. Aí são uns 5 km de distância. Pra mim, Brasília é o lugar que vai te garantir a maior gama de atividades sem precisar pegar um barco.
Agora, se você não faz tanta questão de caminhadas longas, só quer curtir a paz, fique em Encantadas. Ali você terá boas praias à disposição, assim como restaurantes e bares. O único passeio diferente que você acessa a pé de Encantadas sem andar muito é a Gruta de Encantadas. A trilha tem cerca de 600 metros e é super tranquila. Em encantadas, tem também o buraco da sereia, esse da foto, mas cá entre nós, só vale pela foto mesmo! É um trilha feita pelas pedras e o buraco é pequeno, mas a imagem fica linda!
Independente da escolha, você pode caminhar de um vilarejo a outro, mas precisa estar atento ao horário da maré e ter fôlego, porque são mais ou menos 12 km de distância. Agora, de barco, tudo fica mais fácil! Nos trapiches, há barcos que te levam de um vilarejo a outro, ou passeios para pontos distantes da ilha.

Conhecer a Gruta das Encantadas
A cerca de dez minutos do trapiche de Encantadas, a gruta chama a atenção por sua beleza geológica e lendas místicas, como a das sereias que encantavam os pescadores locais. A trilha até lá é fácil e há um deck que facilita a visitação.
Explorar a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres
Construída no século XVIII para proteger a colônia portuguesa, a fortaleza é hoje um museu a céu aberto. É possível conhecer canhões, visitar a Praça de Guerra e subir ao mirante do Morro da Baleia, com vistas panorâmicas fantásticas.

Subir os 150 degraus do Farol das Conchas
O Farol das Conchas é o cartão-postal da Ilha do Mel e uma das vistas mais impressionantes do litoral paranaense. Inaugurado em 1872, durante o reinado de Dom Pedro II, o farol foi construído em ferro fundido trazido da Escócia e montado por uma empresa inglesa. Localizado no alto do Morro das Conchas, a subida até o topo exige fôlego, são cerca de 150 degraus, mas cada passo vale a pena: lá de cima, a vista panorâmica tira o que restou do fôlego de quem subiu!
Fazer o passeio de barco ao redor da ilha
Uma das formas mais completas de conhecer a ilha é o passeio de barco, que contorna toda a costa, parando em pontos como a Gruta, o Mar de Fora, o Farol, a Fortaleza e a Baía dos Golfinhos, onde é comum avistar golfinhos nadando próximo às embarcações. O almoço pode ser feito na Ilha das Peças, conhecida pelo cenário tranquilo e pela presença também constante dos golfinhos.

Visitar a Ponta Oeste e experimentar as ostras frescas
Ponta Oeste é o primeiro vilarejo da ilha, famoso pelo cultivo de ostras que virou uma tradição local. A comunidade mantém viva essa atividade como forma de sustento e preservação cultural, oferecendo opções deliciosas para degustação, seja a ostra natural, gratinada ou no bafo.
Pegue um barco pra chegar até lá, ou faça a versão do passeio de volta à ilha que contempla essa parada.

Gastronomia na Ilha do Mel: mais do que só frutos do mar
A culinária local é um ponto alto da visita. Claro que você vai encontrar muitos frutos do mar, mas na Ilha tem de tudo! E pra todos os bolsos! Além das clássicas frituras e lanches, há restaurantes que apostam em cozinha contemporânea com menu degustação e pratos sofisticados para ocasiões especiais.
Eu já provei desde camarão com fritas até uma paella em um restaurante familiar (a família é de origem espanhola) que estava maravilhosa! Dára comer cada dia em um restaurante… Pra escolher, caminha pelas trilhas de areia e escolha o que mais te apetece!

Onde se hospedar na Ilha do Mel?
A ilha possui mais de 100 pousadas, muitas delas com história e tradição, especialmente em vilarejos como Encantadas. Hoje, com a Ilha do Mel se tornou um destino turtístico muito procurado, a maioria das hospedagens não são mais de moradores locais, mas de empreendedores que resolveram investir no setor. E aqui, vou ser sincera: as melhoras pousadas são caras. De uns anos pra cá, a hospedagem ganhou um toque a mais de conforto e luxo, o que fez os preços subirem também. Mas você encontra algumas mais em conta. De acomodações simples e rústicas a opções mais estruturadas, os empreendimentos se adaptam ao espírito do lugar: tranquilo, próximo da natureza e com atendimento familiar.
A Ilha do Mel tem até um resort, que fica na Praia Grande, chegada por Brasília, o Grajagan Surf Resort.
Aqui vou deixar só algumas sugestões, tem muito mais no Booking.
Brasília
Astral da Ilha , Plancton , Treze Luas, Pousada das Meninas
Encantadas Fim da Trilha, Pousada das Orquídeas , Caraguatá , Pousada Ilha Verde

Dicas importantes para sua visita
- Respeite a natureza: a maior parte da ilha é área protegida, com regras para evitar impactos na fauna e flora.
- Respeite os moradores. Viver em uma ilha, mesmo próxima do continente, exige uma logística enorme pra se organizar bem. Lembre-se que você é o visitante, por tanto não julgue nem atrapalhe os locais.
- Leve protetor solar, repelente e roupas confortáveis para caminhadas.
- Compre bilhetes online para a travessia pela Abaline, evitando filas.